quinta-feira, 31 de maio de 2012

Marcolino, a criança angolana que está a comover na Alemanha


Alguma imprensa alemã da região de Dusseldorf tem contado nos últimos dias a história de um menino angolano, chamado Marcolino, que está em Oberhausen para ser tratado num famoso hospital pediátrico devido a uma doença rara e grave nos ossos.

Marcolino foi acolhido pela organização alemã «Aldeias da Paz», nome traduzido para português, e que desde 1994 está em Angola a prestar auxílio em diversas áreas junto da população mais frágil e carenciada.

Acolhida no Hospital Quakenbrucker, já foi operado pelo ortopedista alemão Ben Hogt, que retirou osso infetado e o substituiu por uma massa esponjosa que vai absorver secreções que estão a envenenar a estrutura da criança angolana. Terá de ser operado mais uma vez, continuará internado por mais três semanas e será deslocado para uma Aldeia da Paz de Oberhausen para tratamento, antes de regressar a Angola.

Este hospital recebe crianças de todo o Mundo com doenças raras e graves, sendo que colocou como objetivo cuidar de 1000 crianças angolanas.

Pedido para um tradutor português
Segundo o médico que o operou, «Marcolino é um jovem corajoso». A operação correu bem e a criança tem suportado relativamente bem o facto de estar sozinho, sem família nem amigos.

Distrai-se com Gameboy e a fazer puzzles ou a ver desenhos animados na televisão. Mas, por vezes, mostra saudades e outros pacientes alertam as enfermeiras quando, à noite, chora sozinho.

O grande problema é que no hospital ninguém fala português. Por isso, o médico apelou a um voluntário que domine a língua de Camões para que compareça no hospital. Não só para facilitar a comunicação entre o pessoal médico e o Marcolino como para entreter a criança angolana.

PELO MUNDO.... AFRICA

Africanos devem repensar os seus conceitos e as suas práticas

"Os Dias Anuais da Governação em África”, é o tema de um ciclo de conferências sobre o futuro do continente africano.

O objectivo, segundo o comité organizador, é responder a necessidade de construir espaços de partilha de experiências no âmbito da governação a nível de África.

Segundo fontes a mesma organização, em Luanda, um dos objectivos global destas conferências 'é trazer aos africanos a possibilidade de repensarem os seus conceitos e as suas práticas e, finalmente, ser cada africano o motor de mudança e desenvolvimento de África.

Entretanto, para estimular em África mudanças sistémicas, duradouras e que envolvem todos os actores, serão organizadas entre 2012 e 2015 quatro conferências para construir, não um novo balanço, mas sim propostas e iniciativas concretas sobre as temáticas fundamentais da governação, da economia e da globalização.

Dizer que na primeira conferencia os presentes irão debater a "Africa inventa a sua própria governação" e terá lugar de 09 a 12 de Julho na Cidade da Praia, Republica de Cabo Verde.
fonte: Angonotícias

Etnia Krahô terá 136 Km de estradas recuperados na área indígena

Reunião com presença do MPF/TO tratou também de demandas na promoção da saúde indígena. Conciliação de tratamento convencional com saberes tradicionais, com presença do pajé, foi solicitada aos gestores da saúde
 
 
Foto: Surgiu.com.br
O procurador da República Álvaro Manzano e o antropólogo Márcio Santos participaram de reunião na Associação Krahô Kapey, na terra indígena da etnia no município de Goiatins, para debater a recuperação de estradas, a implementação de saneamento e sistemas de água nas aldeias e a promoção da saúde indígena. A manutenção das estradas é considerada fundamental para a etnia, pois a falta de conservação compromete a integridade dos veículos destinados ao transporte de pacientes e encarece o frete para entregas de mercadorias nas aldeias.

Será debatido com o Ibama-TO a necessidade de licenciamento para a retirada de cascalho, que será prioritariamente feita em jazidas já exploradas. O trabalho contará com indígenas contratados pela empresa tanto para acompanhar o desenvolvimento da obra como para apontar os melhores e mais acessíveis locais para a retirada de material. Representantes da Secretaria Estadual de Infraestrutura, juntamente com gestores da empresa Celeste, já contratada para realizar as obras, apresentaram os mapas de atividade prevendo recuperação de 136 KM de estradas dentro da terra indígena, incluindo construção de pontes em concreto e bueiros. Mais três trechos considerados importantes que somam outros 100 Km e a recuperação de uma cabeça de ponte foram apresentados e serão apreciados pela Seinfra.

Saúde
Permanente demanda de todas as etnias do Tocantins, a promoção da saúde indígena foi o segundo tema da reunião. Representante do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI-TO), vinculado à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Ivan Trindade, explicou que a implementação de sistemas de abastecimento de água em aldeias onde ainda não há o serviço, e a recuperação dos sistemas com problemas, é prioridade do DSEI Tocantins. Mesmo assim, não há previsão de investimentos nesta área para 2012. Ivan anunciou que foram liberados recursos no valor de R$ 1,7 milhão para recuperação dos sistemas inoperantes, com previsão para o mês de junho. Duas das maiores aldeias, Pedra Branca e Manoel Alves, estão sem água. A construção e reforma de banheiros só serão retomados após solucionado o problema da água. Do total de 28 aldeias krahô, 14 têm sistemas de água montados, mas nem todos estão funcionando.

Valorização da cultura
Segundo Ivaneizília Noleto, do DSEI-TO, a Sesai tem como prioridade a valorização da cultura indígena. Apesar da resistência por parte dos profissionais de saúde em aceitar o trabalho dos pajés, a Sesai tem trabalhado para sensibilizar estes profissionais para respeitarem a tradição dos índios. Será emitido um memorando circular aos profissionais de saúde que trabalham com índios informando que é prioridade buscar o pajé para atender os pacientes indígenas. Em encontro nacional de pajés, houve a participação de um pajé krahô, Firmino Krahô.

Profissionais
Ivaneizília ressaltou a dificuldade em contratar médicos para atuarem até mesmo em cidades do interior, e que na terra indígena é ainda mais difícil. Atualmente, os krahô contam com atendimento de quatro enfermeiros, 15 técnicos de enfermagem, dois dentistas, 10 agentes indígenas de saúde e 10 agentes de saneamento.
Há duas vagas para médicos.

Casa de Apoio de Itacajá
O fato de uma empresa de Minas Gerais ter vencido a licitação e não assumido o compromisso prejudicou o serviço, mas já existem outras empresas interessadas da região em participar de outra licitação. O atual provedor será fiscalizado para apurar as queixas de tratamento ruim e alimentação precária na hospedagem.

Ivaneizília anunciou também que a ação reestruturante da saúde indígena começa na próxima semana, com a contratação de agentes de saúde indígena e agentes de saneamento indígenas e participação das Forças Armadas. “A presidenta Dilma chamou para a Casa Civil a responsabilidade pela saúde indígena”, disse. O DSEI vai encaminhar para Brasília a necessidade de transferir o polo base para o local onde está o Kapey. Então teria administração e atendimento neste local.

Concurso necessário
Álvaro Manzano considerou que mesmo após a mudança da Fundação nacional de Saúde (Funasa) para a (Sesai) como responsável pela promoção da saúde indígena, ainda há improvisação com a contratação de profissionais de saúde por intermédio do ONG's. Segundo o procurador, os índios devem buscar fortalecer a Sesai para que ela tenha condições de realizar concursos e obter mais recursos para investimento nas aldeias. “Procuramos melhorar com o pouco que temos hoje. O MPF continuará cumprindo sua função de cobrar dos órgãos responsáveis a solução para tantos problemas”, finalizou. (Informações da ascom/MPF)
fonte: Jornal Girasol

NOTÍCIA DA SEPPIR

Fotos da Plenária Governamental: Políticas Públicas e os Povos de Cultura Cigana


A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - Seppir realizou semana passada (25 de maio) no Rio de Janeiro a Plenária Governamental: Políticas Públicas e os Povos de Cultura Cigana, com o apoio de oito ministérios e do Iphan, que cedeu o espaço para realização do evento. O objetivo é articular políticas públicas que atendam as demandas desses povos.
Confira no Facebook da Seppir as fotos do evento e da festa, realizada no dia 24 no Arpoador, no Rio de Janeiro, em homenagem a Santa Sara, padroeira de boa parte dos povos de cultura cigana.

COORDENADORIA FAZ PARCERIA COM IPEA

O QUE É O IPEA?

Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, tem como missão "produzir, articular e disseminar conhecimento para aperfeiçoar as políticas públicas e contribuir para o planejamento do desenvolvimento brasileiro". 
Entre nossas atividades, inclui-se o acompanhamento de políticas e programas governamentais. Nesse sentido, iniciamos um levantamento sobre a adoção de ações afirmativas para negros/afrodescendentes em concursos públicos e processos seletivos. 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Semira promove curso para profissionais da saúde

A Secretaria de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial (Semira), promove nos dias 30 e 31 de maio o curso de sensibilização Mulher adolescente e jovem em situação de violência no setor saúde: propostas de intervenção para o setor saúde. O objetivo é contribuir para a formação de profissionais no enfrentamento à violência. Como público alvo, os profissionais da área da saúde e demais da rede de atendimento a mulheres adolescentes e jovens em situação de violência. O curso será ministrado pelo Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). A ideia é que os participantes atuem como multiplicadores das informações recebidas, através de material didático especialmente elaborado para as equipes. As aulas serão no Centro de Referência Estadual da Igualdade (CREI), no horário de expediente. Mais informações: (62) 3201-5342 FONTE: Novo Tempo

PELO BRASIL

Governo prepara pacote de ampliação de sistema de cotas para negros Agência Câmara/FB O secretário-executivo de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Mário Lisboa Theodoro, disse nesta terça-feira (29) que o governo federal está preparando um pacote de 13 medidas de ação afirmativa com uma ampliação do sistema de cotas para negros. O secretário participou de audiência pública da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara sobre os 10 anos do sistema de cotas em universidades. Ele explicou que o pacote terá projetos de lei e decretos e deverá ser anunciado ainda neste ano. Lisboa afirmou que haverá medidas em três áreas: educação; trabalho; e comunicação e cultura. Na área educacional, a ideia é ampliar o sistema de cotas para todas as universidades públicas federais, inclusive nos cursos de mestrado e doutorado. No mercado de trabalho, seriam adotadas ações relativas aos concursos públicos, cargos comissionados e para as empresas que prestam serviços ao setor público. Na área cultural, há o objetivo de direcionar recursos para a produção de filmes sobre a temática racial, por exemplo. Mário Lisboa Theodoro disse que ainda há muito a ser feito nesta área. "Há todo um conjunto de políticas sociais hoje que fazem com que nós tenhamos aumento da renda, redução da pobreza, redução da miséria; mas a redução da desigualdade entre negros e brancos não acontece. As cotas, dentro de um amplo leque de ações que nós chamamos de ações afirmativas, vêm justamente para tentar diminuir essa diferença de qualidade de vida entre a população negra e a branca", ressaltou. Sobre o sistema de cotas que existe em algumas universidades, vários convidados afirmaram que as notas dos cotistas têm sido iguais ou melhores do que as dos demais alunos. O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) ressaltou a recente votação do Supremo Tribunal Federal (STF) que decidiu pela constitucionalidade do sistema de cotas. Ele disse que o debate na Câmara vai continuar: "Vamos dar desdobramento, buscando ouvir estudantes que viveram a experiência, buscando ouvir a experiência da gestão de algumas universidades em lugares diferentes do Brasil. Esse foi, portanto, o início de um debate". A vereadora de Salvador Olívia Santana disse que o governo também deve ter programas para auxiliar financeiramente os cotistas das universidades a se manterem nos cursos. O representante da União Nacional dos Estudantes (UNE) na audiência, André Costa, defendeu que os programas do Ministério da Educação que estão levando estudantes para estudar no exterior contemplem também países do continente africano. Intelectuais Mário Lisboa Teodoro, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, afirmou ainda que muitos intelectuais que criticam o sistema de cotas se formaram em universidades norte-americanas em vagas destinadas a países latino-americanos, ou seja, também por um sistema de cotas. Amanhã, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado deve votar o projeto de lei (PLC 180/08 - PL 73/99) da Câmara que reserva 50% das vagas das universidades federais para estudantes de escolas públicas, sendo que metade delas para quem tem baixa renda. O projeto também estabelece que, no preenchimento das vagas da cota, seja observada a proporção de estudantes negros na população do estado.